Relatos da minha vida d.C. (depois das crianças)
Hoje eu fui cuidar dos meus cabelos e rolou o típico papo de salão com os cabeleireiros e a cliente da cadeira ao lado, mas eu achei tão produtivo que resolvi dividir com vcs…
Dentre muitas coisas, falamos de filhos, ser mãe solteira, homossexualismo, etc…
Em um determinado momento falei que achava que as mães solteiras tem todo direito de refazer suas vidas, mas que a criança não deveria participar disso, por vários motivos… Primeiro que vc não conhece direito a pessoa que vc tá colocando dentro de casa! Às vezes as pessoas convivem 20 anos com uma pessoa sem saber do que ela é capaz, quem dirá 1 ou 2 meses, segundo que a criança se envolve, se apega, e depois não dá certo e a criança passa por um sofrimento, como as que passam por uma separação, sem necessidade, terceiro que a gente se apaixona e acha que vai ficar pra sempre com aquela pessoa, é o príncipe encantado e de repente a relação termina, depois vc se apaixona por outro e leva pra casa, aí termina, e leva mais um… e aí vira bagunça!!!
E a cliente ao lado disse que era mãe solteira e que tinha uma filha de 3 anos… fiquei com medo de qual seria a resposta dela pelo meu comentário, já que muitas vezes conversei isso com outras pessoas e elas nunca concordam comigo, me acham retrógrada… mas ela disse que concordava totalmente, que nunca apresentou nenhum namorado pra filha, que só o faria se conhecesse alguém com quem a relação já tivesse um bom tempo e que pretendesse casar! E fez uma colocação que eu achei muito bacana: que quando ela resolveu ter a filha dela, ela fez uma opção e que ela estava ciente de que tudo iria ser diferente dali pra diante, e que a prioridade dela sempre seria a filha acima de qq coisa…
Minha vontade era levantar e aplaudi-la de pé!
A minha impressão é que às vezes a mulher fica tão ansiosa pra ocupar aquele espaço do homem que a sociedade cobra, do pai, do provedor que na primeira oportunidade quer que o homem assuma ela, os filhos, a casa e acaba dando brecha pra que pessoas maldosas se aproveitem disso…
Eu acredito que a mãe solteira, quando encontra uma pessoa, tem que levar mais tempo namorando, conhecendo a pessoa, até tomar a decisão de colocá-lo em convívio com os filhos pra segurança deles, pra não precisar conviver com a culpa depois caso aconteça o pior… é tanta coisa ruim que a gente vê que não tem mais como pensar que essas coisas só acontecem na casa do vizinho!!! A gente tem que impedir ao máximo que aconteça com a gente!!! Desejar não estar na pele das mães que cometeram esses erros e tiveram seus filhos violentados, abusados, agredidos…
Acho que um filho é algo que preenche tanto as nossas vidas que faz com que qq outra pessoa ocupe um segundo plano, não é disso que os pais tanto reclamam??? E assim tem que ser mesmo, eles em primeiro lugar, antes até de nós mesmos, afinal, nós nos viramos sozinhas, eles dependem de nós!!!
Acho que as mães solteiras merecem sim namorar, refazer suas vidas, dar uma nova chance de serem felizes, mas com muito mais responsabilidade do que uma mulher sem filhos, com mais calma, com mais cautela… Mas em uma coisa o namoro da mães solteira tem que ser igual ao da mulher sem filhos, tem que ser um namoro entre duas pessoas, ela e o namorado, sem a participação da criança na história, pelo menos até a relação ter um bom tempo, tomar rumos bem sérios e vc estar segura de que seu filho está seguro!
Tivemos uma conversa bem interessante tb sobre adoção de crianças por casais homossexuais, mas essa conversa fica pra próxima…
Hoje eu tive como provar pras pessoas que meus filhos comem o necessário! Passou no programa Bem Estar o quanto cabe de comida no estômago de crianças em diferentes fazes da vida… e é bem pouco!
Meus filhos não são crianças gordas, parrudas… um pesa 10,5 kg e outro 9,5 kg… mas tomam leite de manhã, lancham no meio da manhã, almoçam bem, tomam leite à tarde, jantam bem e ainda tomam um suquinho antes de dormir! Mas o pai e a avó paterna tem mania de “fome”!!! Qualquer chorinho: “É fome!!!” E foi assim que o pai deles foi criado, e foi obeso desde bebê até os 30 anos, quando perdeu 30 kg! Agora a minha mãe tb acha que eles comem pouco pq viu duas crianças com pouco mais de 2 anos comerem um prato fundo cheio!
Mas eu pergunto, se eles comerem um prato fundo cheio com 2 anos, quanto eles vão comer com 10 anos??? E com 20??? Dois pratos fundos transbordando de comida???
Meus filhos, pelo menos por enquanto, comem de tudo que é saudábel, cenoura, chuchu, abóbora, abobrinha, berinjela, espinafre, brócolis, frutas, mas não é por que é saudável que não devemos controlar a quantidade!
O quadro medida certa do fantástico mostrou que um prato fundo cheio é muito até pra um adulto!!!
O que acontece é que o mais gordinho (Miguel) é esganado desde que nasceu! Ele mamava, vomitada de tanto mamar e ainda queria mais!!! Se eu oferecer comida pra ele um dia inteiro sem parar, ele come!!! Então cabe a mim, que sou a mãe, ter bom senso e limitar a quantidade de comida dele pra ele não ficar obeso como o pai foi, certo?
A questão é que a obesidade cada vez mais tem virado algo corriqueiro… e cada vez mais se criam desculpas pra continuar obeso!
Eu ouvi outro dia que obesidade agora é epidemia… Parece que o obeso pegou a obesidade no ar, estava do lado de um obeso, ele espirrou e pronto, ficou obeso tb!!! Existe hoje um apelo pra que a gente tenha peninha do obeso, como se ele não tivesse responsabilidade sobre isso, como se fosse uma doença crônica, sem cura, pior que uma AIDS!
Gente, por favor, não existe obeso que não coma demais! E se quiser se curar, é muito mais simples do que uma doença de verdade! Não precisa remédio, não precisa cirurgia, só fechar a boca! Repetindo, meu marido emagreceu 30 kg em mais ou menos 6 meses!!! E já ví gente emagrecer 60 kg, até mais! Só fechando a boca!
Eu acho que o que leva uma pessoa obesa emagrecer é o constrangimento de não passar na roleta de um ônibus ou não caber no banco, não caber numa cadeira de cinema, de teatro, ou ter que pagar 2 passagens de avião pq não cabe em uma só… mas pros obesos se sentirem melhor ainda com a sua condição e não terem o menor estímulo para emagrecer, agora criaram leis que obrigam, ônibus, aviões, teatros e cinemas se adaptarem aos obesos, e não o contrário!!! Emagrecer pra quê, né?
Eu acho que ao invés de ficar colocando os obesos no papel de coitadinhos, como se eles fossem vítimas de uma fatalidade, é melhor estimulá-los a entrar nos eixos, pq a obesidade trás muitas consequências ruins a saúde e as atividades do dia a dia, ao convívio social, tudo fica mais complicado!
Além disso, pais obesos, com alimentação ruim, os filhos vão pelo mesmo caminho! É melhor conviver com a culpa de não deixar o filhos se encher de porcaria do que conviver com a culpa de ter um filho obeso sem fôlego pra acompanhar as outras crianças nas brincadeiras, ou ter um filho diabético, ou hipertenso… Além do que criança gorda não é bonito, pelo contrário!
As crianças não tem discernimento pra saber o que é melhor pra elas, então nós adultos temos que tomar as decisões por elas, e todo bem ou mau que causamos a saúde delas em função dessas escolhas, são responsabilidade nossa!
Toda mãe é um pouco médica, um pouco nutricionista, um pouco psicóloga, um pouco artista, um pouco pedagoga, um pouco economista, um pouco cientista, um pouco pesquisadora, um pouco sensitiva,um pouco mentirosa, um pouco milagreira, um pouco ultrapassada, um pouco metódica, um pouco ditadora, é um pouco guerreira!
Ser mãe é ter mil e umasss utilidades, cozinheira, faxineira, arrumadeira, lavadeira, passadeira, secretária e motorista. Limpa bumbum (e eventualmente até ajuda o filho a fazer o cocô, e analisa, é claro), dá banho, dá comida, coloca pra dormir, brinca, estimula, e quando tenta fazer tudo que os livros de bebês e crianças indicam, nota que 24 horas é muito pouco! E o tempo pra ela mesma? hahahaha… essa foi boa… Enfim, ser mãe é fazer muito mais coisa do que um ser humano comum conseguiria.
Ser mãe é conhecer todos os sentimentos em um dia, alegria, tristeza, preocupação, descontração, amor, raiva, admiração, decepção, euforia, depressão, enfim todos em um único dia, e em todos os dias.
Ser mãe é ser boboca e ficar olhando pro filho com um sorriso meio tonto e admirando cada sorrisinho, cada careta, cada expressãozinha nova que ele descobre, e com o passar dos anos, mesmo que sendo muitos anos, ela ainda se pega com o mesmo sorriso tonto vendo o filho fazer a mesma expressão de tempos atrás e lembrar como se fosse um mini-flashback de todas as vezes que o viu fazendo aquela mesma carinha, que não mudou nada, só cresceu!
Ser mãe é ficar mais ansiosa pra dar um presente pro filho do que ele pra receber, e não se frustrar, achar até engraçado se ele se ele não ficar tão entusiasmado do que imaginava que ele ficaria.
Ser mãe é nunca mais conseguir ter uma noite de sono daquelas MA-RA-VI-LHO-SAS e nunca mais ter um domingo preguiçoso daqueles sem almoço, nem lanche, nem janta… daqueles em que comia qualquer coisa ou nem comia…
Ser mãe é ser de todas as religiões e acreditar em tudo, em todos os santos, orações, faz promessas e até estender o tapetinho e reza pra Alah quando vê o filho passando por algum problema sério, principalmente se for de saúde.
Ser mãe é ser coleguinha do filho quando ele é criança e ser amigona quando se torna adulto, mesmo que o filho nem se dê conta disso.
Ser mãe é carregar um filho durante nove meses, engordar, ter varizes, estrias, inchaço, fazer repouso, tomar váaaaarias furadas, fazer váaaaaarios exames, ter váaaaarias restrições, parir, amamentar, continuar gorda, com váaaaarias restrições e ainda sorrir satisfeitíssima mesmo o filho sendo a cara do pai!
Ser mãe é criar um filho do coração como se fosse biologicamente seu, afinal, o que é a biologia diante do amor de uma mãe??? O amor não tem DNA!!!
Ser mãe é generosidade, caridade, humildade, competência, dedicação, atenção, respeito, carinho, exemplo, cuidado, doação, abdicação, amor, é um milagre!
Ser mãe é estar sempre ali, mesmo quando nem está mais aqui.
Toda mãe é a mulher mais linda do mundo! Toda mãe é a pessoa mais inteligente do mundo! Toda mãe é o melhor ser humano do mundo! Toda mãe é perfeita!
Para todas as mães, as biológicas, as do coração, as mães de um, dois, três, enfim quantos forem, as vovós que são mães duas vezes, para as mães que são mãe e pai e para os pais que são pai e mãe, eu desejo vida longa!
E parabéns!
Nesse último sábado eu me dei folga! Levei os meninos para a casa da minha mãe logo cedo, fomos para o shopping eu e meu marido, comprei uma revista, sentei em uma mesa na praça e alimentação e li tranquila enquanto ele estudava, almoçamos, fiz minhas umas e depois ele foi fazer prova e eu andei pelo shopping, vi vitrine e fiz uma coisa que não fazia a séculos mas sempre gostei, fui ao cinema sozinha!
Depois nos encontramos de novo, sentamos em um barzinho e depois voltamos!
Foi simplesmente fantástico! Depois de muito tempo eu não me sentia tão revigorada!!! Eu tive um sábado!!!
Quando se é mãe em tempo integral, todo dia parece uma segunda-feira! Todo dia vc tem que trocar fraldas, preparar mamadeiras, almoço, lanche, janta, limpar sujeira, organizar as coisas que são colocadas fora do lugar… E eu ficava lembrando de quando trabalhava fora e ficava pensando: “Ai, graças a Deus amanhã é sábado!” Todas as sextas e como era bom!
Já na sexta eu estava naquela expectativa de que no dia seguinte era meu dia de folga e só isso me fez muito bem! Eu comecei a ficar naquela euforia, cheia de adrenalina no sangue! E quando o dia amanheceu eu fui sentindo o cheirinho da liberdade! Quando os deixei na minha mãe eu senti um alívio como se dois elefantes estivessem descendo das minhas costas! E no final de tudo eu estava mais simpática, mais animada, mais feliz, mais viva!!! E vou falar a verdade, não me preocupei com eles, não fiquei ligando o tempo todo pra saber deles e nem senti vontade!
Quando fui buscá-los parecia que eles tinham se divertido tanto quanto eu com a vovó, o vovô e a titia! Acho que até eles notaram a mudança, o quanto eu voltei mais disposta!
Eu sempre achei que seria egoísmo eu sair sozinha sem eles e até criticava mães que assim faziam. Achava que deveria aproveitar as coisas sempre com eles, que não era justo eu voltar pra mim mesma nem que fosse por um dia! Depois do sábado passado eu percebi que egoísmo é eu ficar mal-humorada, estressada, irritada e infeliz!
Hoje eu vejo que isso é simplesmente necessário e não só pro meu bem, para o bem de todos!!! A infelicidade é contagiosa! Se vc está estressada e infeliz todos que estão ao seu redor pagam o preço! Trazer a Juliana de volta para a Juliana foi essencial e beneficiou a todos!
Por isso, para me manter sã e feliz e irradiar isso para todos eu declaro que sábado é oficialmente meu dia de folga (claro, negociável) e já tenho programa para esse! Os meninos vão ficar novamente com a minha mãe e nós vamos à Petrópolis comprar roupas de inverno!
Semana passada eu ví o filme “O dia em que a Terra parou” (eu vejo tudo atrasado por motivos óbvios) e fiquei refletindo sobre a relação que temos com o nosso planeta.
No filme, ETs vem ao nosso planeta para destruir os seres humanos antes que a gente acabe com o planeta! Mas eu fiquei pensando que o planeta Terra não precisa de ETs que os proteja, ele sabe muito bem se proteger sozinho…
Estou impressionada com o número de catastrofes naturais que tem acontecido ultimamente, agora no Japão! E o mais impressionante é que os especialistas sempre dizem que não está acontecendo nada de anormal com o planeta, que de tempos em tempos essas coisas acontecem mesmo! Ou esses “de tempos em tempos” estão calhando de acontecer todos ao mesmo tempo (terremotos, tissunames, enchetes, deslizamentos) e matando de uma só vez milhares de pessoas ou estão escondendo algo de nós para não nos assustar e continuarmos nos comportanto da mesma forma para o bem das grandes industrias mundiais!
O fato é que o planeta é muito mais forte que nós todos juntos, a hora que a Terra quiser ela acaba com todos nós de uma vez só! Tudo isso parece um aviso bem incisivo de que se a gente não mudar AGORA ela vai nos desimar! O mundo nunca vai acabar, mas nós sim… nós não somos o planeta, nós vivemos nele e ele nos tira daqui a hora que quiser…
Nós observamos que hoje existe uma preocupação grande com o meio ambiente, eu sou super preocupada, faço tudo que eu posso pra minimizar a destruição que já causamos, mas não é o suficiente. Ainda vivemos consumindo como se tívessemos vários planetas para consumir!
Sempre ouvimos que devemos ter atitudes ecologicamente corretas para deixar um mundo melhor para os nossos filhos, mas eu acho é que devemos nos preocupar é em deixar filhos melhores pro nosso mundo pois só assim podemos nos salvar, e não salvar a Terra pois não é ela que depende de nós pra existir e sim o contrário!
Nós “terráquios” achamos que somos o centro do Universo, somos muito egoistas e achamos que nós somos mais importantes que o planeta, mas não é verdade pois milhares de nós estão morrendo e morrendo, e a Terra continua firme e forte! Mas a cada vez que as pessoas desperdissam água, abastecem o carro com gasolina, jogam o saquinho plástico fora, jogam lixo pela janela do carro, o que elas estão pensando??? Não tô nem aí pro planeta???
Na verdade o planeta é que não tá nem aí pra gente! E assim como nós nos colocamos em primeiro lugar, a Terra também se põem, e olha o tamanho dela e o nosso! Tá na cara quem vai ganhar!
Quando se tem filhos é fácil entender porque hoje existem tantas mulheres que não querem ter filhos!
Geralmente as mulheres que não querem ter filhos, não querem perder a liberdade de chegar em casa a hora que quiser, ir em qualquer lugar sem se preocupar se é ou não adequado para crianças, não querem ter que escolher entre vida profissional e atenção aos filhos, preocupação com o corpo, enfim… Elas conseguem ter uma visão bastante racional do que é ser mãe, conseguem prever cada situação.
Mas quando uma mulher quer ter filhos, ela não antevê nada disso! Ela só consegue imaginar o bebê engatinhando, andando, falando, dormindo nos seus braços e não faz idéia do que existe além disso.
Quando eu descobri que estava grávida, – e de gêmeos! – eu fiquei maravilhada, estava no céu, toda boba porque teria dois de uma vez só, uma benção… só que depois que eles nascem a gente se pergunta se é uma benção ou um castigo!!! Começa a choradeira, as preocupações, vc se sente isolada do mundo porque tem um monte de lugares que vc adoraria ir mas não pode, os amigos tem as suas vidas lá fora enquanto vc está naquela rotina de fralda, banho, mamá, etc, vc não consegue tomar um banho daqueles de cabeça bem demorados nem assistir seu programa preferido na tv se isso não estiver nos planos do bebê.
E eles vão crescendo e a coisa vai piorando! Começam as birras, e você está sempre correndo atrás deles sem conseguir trocar umas palavrinhas com os amigos em uma festa, nem mesmo terminar um drink…
Mas as pessoas ainda vêem com muita estranheza as mulheres que optam por não ter filhos e ainda acham que em algum momento elas vão querer, que ainda não estão preparadas ou ainda não encontraram a pessoa certa, mas que elas vão sim querer, vão se arrepender dessa decisão! Eu mesma me vejo pensando assim a cada vez que eu vejo uma mulher dizer que não quer ter filhos, confesso! É bem verdade de que muitas delas realmente decidem ter filhos depois de um tempo. Ainda bem que hoje em dia as mulheres ainda são férteis aos 40 e poucos, e se não, existe a opção da fertilização ou adoção!
É como se elas estivessem negando a própria natureza, é estranho pensar que alguém que tenha mãe não queira filhos, é como se nós fossemos obrigadas a isso como uma espécie de retribuição por termos nascido… enfim, acho que é uma questão muito subjetiva!
Mas admiro muito as mulheres que são firmes na decisão de não ter filhos se realmente não os querem, pois tem muitas que engravidam por uma pressão social ou só porque todas as suas amigas estão tendo filhos e não quer se sentir “por fora” e aí os tem como se fossem bonequinhos que só servem pra ficar trocando a roupinha, largam em qualquer lugar, não tem o menor interesse. Ou as que querem tudo! Querem ser executivas, trabalhar, trabalhar e trabalhar mas querem ter filho, engravidam e quando a criança nasce ela sai de casa antes que ela acorde e chega depois que ela foi dormir e o filho fala babá antes de mamãe!
Não se pode ter tudo! Ou vc tem sua vida ou vc tem filho! Filho custa caro em todos os sentidos, não só o financeiro! Vc tem que abrir mão de muitas coisas! Vc tem que pensar se vc quer ser mãe, e não se vc quer ter filhos, são coisas bem diferentes!
Quando eu assisti o filme “Comer, Rezar, Amar” uma frase me marcou muito: “Ter um filho é como fazer uma tatuagem no meio da testa, vc tem que ter muita certeza para se comprometer!”
Admiro muito as mulheres que se mantém firme na decisão de não ter filhos se realmente essa é a sua vontade assim como admiro as mulheres que decidem ser mães e se dedicam aos seus filhos com todo amor.
Hoje eu vi uma entrevista da Angélica com a atriz Carolina Dieckmann onde ela dizia que queria ter nascido com 30 anos pois está mais segura de si, realizada, mais madura e por consequência se sente mais plena e até mais bonita.
Eu particularmente sempre tive medo dos 30, dizia até que só queria ir até os 29! Mas percebo que hoje em dia aquela frase “queria ter o corpo dos 20 com a experiência que tenho hoje” que ouvíamos muitos idosos falando há um tempo não tem mais aplicação pois os 30 parece reunir tudo isso.
Hoje em dia as mulheres de 30 ainda tem uma bela forma física (não só na questão estética, mas na disposição e na força) com uma experiência enorme!
Por exemplo, antigamente quando as mulheres tinham seu primeiro filho ela ficava que nem um cego no tiroteio e aprendiam o “ofício” com suas mães, sogras e tias que geralmente faziam um terrorismo danado com seus mitos dizendo que o bebê não podia dormir com os pés virados pra porta (feng shui???), tinha que ficar de meia mesmo no calor porque acreditava-se que a doença entrava pelo pé (quase um bicho papão!) e que não podia colocar a criança nos ombros se não ficava com “ventre virado” (isso existe na literatura médica???)
Hoje em dia quando o bebê nasce a mulher já está PhD no assunto pois temos acesso a informação de especialistas do mundo todo que nos esclarecem o que é mito e o que é verdade, como cuidar dos bebês de recém-nascido até a adolescencia sem precisar de ninguém pra dar pitaco.
Antigamente a conversa nunca “chegava na cozinha”, hoje em dia qualquer mulher tem acesso a informação de qualquer parte do mundo.
Além disso, as pessoas estão dando mais atenção a saúde e ao corpo e hoje em dia a imagem de uma vovó por exemplo é muito diferente de antigamente, ou seja, uma mulher de 30 hoje é super jovem.
É interessante ver que em um determinado ponto das nossas vidas conseguimos aliar uma vasta experiência oriunda do conhecimento e acesso a informação como se tivéssemos vivido 60 anos com a melhor forma corporal, e esse ponto é aos 30.
Isso me fez lembrar do filme “de repente 30″ que eu assisti quando tinha uns 23 e achava que ter 20 e poucos anos era a melhor fase e ficava pensando que uma menina de 12 que pulava para os 30 tinha perdido a melhor fase da vida. Mas hoje aos 28 vejo que os 20 e poucos não são a melhor fase, e sim a fase mais empolgante, é quase como se fossemos adolescentes aos 20 e aos 30 entramos na fase adulta.
Para as mulheres que tem 30 ou mais, meus parabéns, e para nós que ainda não chegamos lá podemos ficar mais tranquilas em pensar em quando chegarmos lá.
No carnaval do ano passado os meninos só tinham 5 meses, então foi como se não houvesse carnaval… mas esse ano vai ser o primeiro deles. Fantasia, bailinhos, confete, etc.
Não sei se é só comigo, mas nos primeiros aninhos dos bebês, eu sempre fico pensando no que era o meu natal, reveillon, carnaval, semana santa, até mesmo um fim de semana antes e depois deles. Parece que são nesses momentos que cai a nossa ficha de que somos mães!
Antes deles todas essas datas eram para descanso, mas com eles eu só penso em aproveitar ao máximo, poder oferecer o máximo de novidades para os meus filhos.
É inevitável também lembrar da nossa infância… na minha infância, nessa época eu estaria ansiosíssima para colocar a fantasia, para ganhar um saquinho de confete e curtir o carnaval. Eu lembro que eu mal conseguia dormir nessa época, ficava doida pra sair de fantasia, ficava olhando a movimentação na janela enquanto os meus pais recuperavam o fôlego. É… tem que ter pique!!!
Lembro que eu adorava acompanhar o bloco Cacique de Ramos com os meus pais, eu não queria saber de ir embora enquanto o bloco não passasse…
Depois de adulta eu passei a não ver tanta graça no carnaval, geralmente viajava pra um lugar tranquilo e aproveitava para descansar o máximo, mas é como se os filhos trouxessem de volta aquela criança, a gente fica doida pra colocar as fantasias neles, dar um saquinho de confete e observar a reação deles, ir pro bailinho e vê-los com aqueles olhinhos curiosos olhando tudo!!!
É uma espécie de nostalgia! Uma vontade de reviver neles aquilo que nós vivemos de melhor na infância! E querer deixar boas lembranças para eles também!
Modéstia a parte, meus filhos são lindos… e não é pq sou a mãe deles, eles não passam despercebidos em lugar nenhum! Onde eles vão todos elogiam, me parabenizam e dizem que eles parecem bebês de capa de revista… Mas como todo mundo, tem defeitos, é claro…
Eles puxaram a minha orelha, que não é de abano, mas é pontuda, como orelha de “elfo” e quando eu era criança duas características minhas me causavam problemas na escola com a brincadeiras maldosas dos coleguinhas, uma era justamente a orelha, e a outra era o meu cabelo que quando criança era muito volumoso.
Um dia uma amiga minha fez um comentário que me fez refletir até onde é saudável a preocupação com a estética… ela falou que em “tal” hospital eles operavam a orelha de graça! Fiquei espantada pq na época eles só tinham 1 ano e 3 meses e com toda sinceridade não é algo tão bizarro assim, não mesmo, aliás, nem são de abano como disse, são apenas pontudas… e o mais incrível é que o filho dela é bem obeso, e ela preocupada com os apelidos que meus filhos terão no colégio!!!
Eu acho assim, por mais bonito que alguém seja, ninguém é perfeito! A Gisele Bündchen quando criança era atormentada pelos coleguinhas pq era magrela e nariguda… e o que chamou a atenção do fotógrafo que a descobriu foi justamente o nariz acentuado… imagina se a mãe dela tivesse operado o nariz dela quando criança para ela não ser sacaneada no colégio!!! Hj ela não seria a modelo mais bem paga do mundo por anos e anos seguidos… E eu fico imaginando o que os “coleguinhas” dela sentem a vendo hj…
Com certeza, as mesmas crianças que podem vir a apelidar meus filhos terão seus defeitos tb, ou serão gordos, ou narigudos, ou vesgos, ou dentuços… enfim… ninguém escapa da crueldade das crianças…
Eu nunca vou cogitar operar a orelha deles (até pq não há a menor necessidade) pq uma única pessoa, que aliás está bem longe de ser uma cirurgiã fez um comentário infeliz desses… mesmo que isso seja um problema pra eles no futuro, o importante é mostrar pra eles que todo mundo tem defeito, todo mundo, sem exceção e que é bacana se preocupar com a aparência, mas tudo tem limite!
E acho que foi isso que as pessoas perderam, o limite! Hj as pessoas preferem morrer a se assumir do jeito que é, é por isso que tanta gente morre fazendo cirurgias desnecessárias de lipoaspiração, implante de silicone e e até mesmo mulheres grávidas estão fazendo cirurgias estéticas como essas… isso já não é saudável! Isso é maluquice!
Percebi que o mundo está mais maluco do que eu pensava, que a estética é tão importante a ponto de alguém achar que deve-se operar as orelhas de dois bebezinhos quando a indicação clínica para isso é após os 16 – 17 anos, pois nariz e orelhas crescem antes do restante do rosto, e ficam mais proporcionais após a adolescência… Como se a vida ficasse mais fácil se não se tem defeitos estéticos.
Eu passei por isso e sobrevivi! E posso afirmar com toda certeza que gozação dos colegas da escolas são os menores problemas que eles terão pela frente! Eu cresci, namorei, casei e tive filhos lindos!!!
Tb sei que muita gente não sobrevive, ou ao menos não supera, cria complexos, mas eu acho que a diferença entre as que passam por isso e as que se deixam tomar por isso é a maneira de lidar com o problema, e não o problema em sí! E passar essa experiência é o melhor que eu posso fazer por eles!
Desde que meus filhos completaram 6 meses eu entrei numa neurose de ficar comparando o desenvolvimento deles com os de outras crianças, principalmente gêmeos!
Isso porque eles não sentaram com 6 meses, nem com 7 e a pediatra sempre botando um terrorzinho dizendo que ia mandá-los pra fisioterapia… até que com 8 meses eles sentaram, engatinharam, ficaram de pé e andaram com apoio, tudo ao mesmo tempo… e novamente deram uma estagnada, aí com 1 aninho eu fiquei querendo que eles andassem logo, vendo outras crianças andando com a idade deles, e eles, nada…
Fora isso, eles tinham medo de tudo e de todos, estranhavam muito as pessoas, não se divertiam em lugar nenhum, só se sentiam à vontade em casa.
E aí, com 1 ano e 3 meses eles finalmente andaram (eu andei com a mesma idade), agora com 1 ano e 5 meses, estão ficando menos medrosos e estranhando menos, mas ainda não falam…
Esses dias eu ví o quanto eu estava sendo paranóica com isso… eles vão fazer as coisas quando tiverem que fazer!!! Pra que ficar acelerando eles??? A gente sempre ouve que cada criança tem o seu tempo, mas na verdade a gente quer é que as nossas estejem sempre a frente das outras, ou pelo menos no mesmo rítmo!!!
Na verdade esses marcos do desenvolvimento tem um tempo bem flexível pra acontecer… por exemplo, sentar é entre 6 e 10 meses; andar, entre 9 meses e 1 ano e 9 meses, e pra que a pressa??? Acho que isso se deve ao fato que a gente vive num mundo tão acelerado que a gente quer que as fases passem mais rápido do que elas já passam!
Eu definitivamente concluí que eu não quero forçar meus filhos a isso, quero deixar que as coisas aconteçam no tempo deles, devagar, uma coisa de cada vez, sem pressão… se isso garantir que eles serão adultos mais tranquilos e relaxados, pra mim tá óooooooooootimo!!!
A cobrança tira a graça dos acontecimentos, porque quando acontece, ao invés de vc ficar feliz, emocionado, admirado, vc fica pensando: “até que enfim!!!” e não dá a mínima como se eles não tivessem feito mais do que suas obrigações…
Agora, que me livrei da cobrança, ficou apenas a ansiedade de vê-los falando aquelas palavrinhas erradas que nem dá vontade de corrigir de tão bonitinho que é, depois as frases inteiras e aí começam aquelas “pérolas” que eles soltam do nada e faz a gente cair na gargalhada!